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<!--Generated by Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/) on Tue, 07 Feb 2012 19:52:53 GMT--><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><title>ADVtecno</title><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/</link><description></description><lastBuildDate>Fri, 26 Aug 2011 18:27:10 +0000</lastBuildDate><copyright></copyright><language>pt-BR</language><generator>Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/)</generator><item><title>Novo Artigo: Tributação de Bolsas de Estudo Oferecidas a Empregados de Instituições de Ensino</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Fri, 26 Aug 2011 18:25:37 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/8/26/novo-artigo-tributaco-de-bolsas-de-estudo-oferecidas-a-empre.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:12635983</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Disponibilizamos na se&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica artigo entitulado <em>Tributa&ccedil;&atilde;o de Bolsas de Estudo Oferecidas a Empregados de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino</em>, publicado em co-autoria com Kildare Ara&uacute;jo Meira e Jo&atilde;o Paulo de Campos Echeverria, s&oacute;cios da <a href="http://www.advcovac.com.br">Covac Sociedade de Advogados</a>. Tenha acesso ao texto clicando <a href="http://www.tgcouto.com/artigos/Tributao%20de%20Bolsas%20de%20Estudo%20Oferecidas%20a%20Empregados%20de%20Instituies%20de%20Ensino.pdf">aqui</a>.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-12635983.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Informação veiculada em site da Justiça tem valor oficial</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Thu, 30 Jun 2011 15:57:28 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/6/30/informaco-veiculada-em-site-da-justica-tem-valor-oficial-1.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11967189</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As informa&ccedil;&otilde;es veiculadas pelos tribunais em suas p&aacute;ginas de andamento processual na internet, ap&oacute;s o advento da Lei n. 11.419/06, devem ser consideradas oficiais, e eventual equ&iacute;voco ou omiss&atilde;o n&atilde;o pode prejudicar a parte. Este foi o entendimento reafirmado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) ao julgar recurso de duas empresas de engenharia e uma companhia de participa&ccedil;&otilde;es que pediam reabertura de prazo para responder a uma a&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No caso, foi proposta a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria de nulidade de cl&aacute;usulas contratuais contra as empresas, que foram citadas por correio. De acordo com o artigo 241, inciso I, do C&oacute;digo de Processo Civil, o prazo para responder come&ccedil;aria a transcorrer apenas ap&oacute;s a juntada do &uacute;ltimo aviso de recebimento.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, por omiss&atilde;o do cart&oacute;rio judicial, n&atilde;o foi publicada no site do Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul (TJRS) informa&ccedil;&atilde;o sobre a juntada aos autos do aviso de recebimento da &uacute;ltima carta de cita&ccedil;&atilde;o e nenhum dos r&eacute;us respondeu &agrave; a&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar o reconhecimento da revelia, as empresas se manifestaram nos autos esclarecendo o ocorrido e pedindo a reabertura de prazo para a resposta, mas o magistrado e o Tribunal ga&uacute;cho n&atilde;o reconheceram a configura&ccedil;&atilde;o de justa causa.&nbsp;<br /><br />O relator do recurso especial, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, afirmou que compartilhava do entendimento pacificado anteriormente no STJ de que as informa&ccedil;&otilde;es processuais constantes nos sites dos tribunais teriam car&aacute;ter meramente informativo e que, por n&atilde;o serem oficiais, n&atilde;o serviriam de justa causa para reabertura de prazos. No entanto, o ministro decidiu rever sua posi&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia adquirida pelo processo eletr&ocirc;nico.&nbsp;<br /><br />&ldquo;Convenci-me de que, no atual panorama jur&iacute;dico e tecnol&oacute;gico, &eacute; imprescind&iacute;vel que se atribua confiabilidade &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es processuais que s&atilde;o prestadas pela p&aacute;gina oficial dos tribunais. N&atilde;o parece razo&aacute;vel que o conte&uacute;do de acompanhamento processual eletr&ocirc;nico dos tribunais n&atilde;o possa ser digno de plena confiabilidade por quem o consulta diariamente. Mesmo apresentando um car&aacute;ter informativo, deve ter um m&iacute;nimo de credibilidade&rdquo;, ponderou o relator.&nbsp;<br /><br />A interpreta&ccedil;&atilde;o de que as informa&ccedil;&otilde;es dos sites n&atilde;o t&ecirc;m car&aacute;ter oficial foi adotada em v&aacute;rios julgamentos do STJ, inclusive pela Corte Especial, mas na maior parte dos casos antes da Lei n. 11.419/06. Esse entendimento ainda prevaleceu por algum tempo ap&oacute;s a mudan&ccedil;a legislativa, at&eacute; que a Terceira Turma, tendo em vista a nova lei, decidiu alterar sua posi&ccedil;&atilde;o sobre o tema ao julgar o Recurso Especial 1.186.276.&nbsp;<br /><br />Sanseverino observou que a disponibiliza&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica de informa&ccedil;&otilde;es sobre os processos facilita o trabalho dos advogados e o acesso das pr&oacute;prias partes ao conte&uacute;do de andamento do processo. Para o Ministro, se as informa&ccedil;&otilde;es veiculadas n&atilde;o s&atilde;o confi&aacute;veis, a finalidade da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica acaba por ser desvirtuada e a informa&ccedil;&atilde;o prestada erroneamente torna-se mais danosa do que a simples aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /><br />O relator lembrou ainda que, &ldquo;na esteira da evolu&ccedil;&atilde;o que a virtualiza&ccedil;&atilde;o de processos representou, a confian&ccedil;a nas informa&ccedil;&otilde;es processuais fornecidas por meio eletr&ocirc;nico implica maior agilidade no trabalho desenvolvido pelos cart&oacute;rios e pelas secretarias judiciais, ensejando maior observ&acirc;ncia ao princ&iacute;pio da efici&ecirc;ncia da administra&ccedil;&atilde;o e, por conseguinte, ao princ&iacute;pio da celeridade processual&rdquo;.&nbsp;<br /><br />Desse modo, a Turma reconheceu a configura&ccedil;&atilde;o de justa causa e determinou a reabertura do prazo para apresenta&ccedil;&atilde;o de resposta. A decis&atilde;o foi un&acirc;nime.&nbsp;</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11967189.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Suprema Corte dos EUA proíbe lei contra venda de games violentos a crianças e adolescentes</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Wed, 29 Jun 2011 21:00:04 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/6/29/suprema-corte-dos-eua-proibe-lei-contra-venda-de-games-viole.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11960211</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Suprema Corte dos EUA ficou do lado dos games nesta segunda-feira (27) ao declarar vit&oacute;ria da ind&uacute;stria contra o estado da Calif&oacute;rnia em uma disputa que vem desde 2005, quando foi aprovada uma lei que proibia a venda de games violentos a menores de 18 anos. Por 7 votos a 2, a Corte derrubou essa lei.</p>
<p style="text-align: justify;">O juiz Antonin Scalia afirmou que a lei n&atilde;o era compat&iacute;vel com a Primeira Emenda da Constitui&ccedil;&atilde;o Americana, que prev&ecirc;, entre outras prerrogativas, a liberdade de express&atilde;o. &ldquo;Os princ&iacute;pios b&aacute;sicos da liberdade de express&atilde;o n&atilde;o se alteram em um novo meio de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escreveu Scalia no veredito.<br />Se a lei fosse mantida, seria crime vender jogos violentos a menores de idade na Calif&oacute;rnia, e a multa &agrave;s empresas poderia chegar a US$ 1 mil. Segundo a Reuters, eram considerados jogos violentos aqueles que retratam &ldquo;mortes, mutila&ccedil;&otilde;es, desmembramentos ou viol&ecirc;ncia sexual em uma imagem de ser humano&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;">Scalia apontou que os argumentos a favor da lei &ldquo;fariam mais sentido se houvesse uma longa tradi&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s de restringir o acesso de crian&ccedil;as as cenas de viol&ecirc;ncia, mas n&atilde;o h&aacute;&rdquo;. Ele citou diversos exemplos de viol&ecirc;ncia na literatura. &ldquo;Ler Dante [autor de A Divina Com&eacute;dia] &eacute; sem d&uacute;vida algo mais cultural e intelectualmente edificante do que jogar Mortal Kombat. Mas essas diferen&ccedil;as culturais e intelectuais n&atilde;o pertencem &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br />Scalia tamb&eacute;m derrubou os argumentos que diziam que games s&atilde;o diferentes o bastante de livros para justificar uma exce&ccedil;&atilde;o perante a Primeira Emenda. &ldquo;Como o juiz Posner observou, toda literatura &eacute; interativa. Quanto melhor ela &eacute;, mais interativa&rdquo;. As evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas apresentadas pelo estado da Calif&oacute;rnia de que games violentos podem prejudicar as crian&ccedil;as foram classificadas por ele como &ldquo;n&atilde;o convincentes&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele descartou a necessidade da lei, dizendo que nem todos os pais concordam que os filhos precisem de prote&ccedil;&atilde;o contra jogos violentos. Scalia citou estudos dos sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria atuais dos jogos e disse que eles t&ecirc;m se mostrado eficientes.<br />A ind&uacute;stria dos games comemorou a decis&atilde;o. &ldquo;&Eacute; uma vit&oacute;ria plena e hist&oacute;rica para a Primeira Emenda e para a liberdade criativa de artistas e contadores de hist&oacute;ria de todos os lugares&rdquo;, disse Michael Gallagher, chefe da Entertainment Software Association (ESA), entidade que organiza a E3 e que representava a ind&uacute;stria dos games no caso. &ldquo;Hoje, a Suprema Corte afirmou aquilo que n&oacute;s sempre soubemos &ndash; que a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o se aplica tanto aos games quanto a outras formas de express&atilde;o criativa como livros, filmes e m&uacute;sica&rdquo;.<br />Leland Yee, autor da lei derrubada, disse que estava decepcionado. Segundo ele, a Suprema Corte &ldquo;decidiu ficar do lado da Am&eacute;rica corporativa e do Wal-Mart contra as nossas crian&ccedil;as&rdquo;.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11960211.xml</wfw:commentRss></item><item><title>O Futuro Pertence aos Escritórios de Advocacia Virtuais?</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Wed, 29 Jun 2011 20:57:41 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/6/29/o-futuro-pertence-aos-escritorios-de-advocacia-virtuais.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11960192</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em interessante artigo publicado hoje, o site Law.com analisa o nascente mercado do escrit&oacute;rios de advocacia virtuais. Em&nbsp;<a href="http://advtecno.squarespace.com/advtecno/2009/1/6/no-sejam-contra-a-internet.html"><em>N&atilde;o Sejam Contra a Internet</em></a>, j&aacute; tinha me referido ao&nbsp;<a href="http://www.virtuallawpartners.com/">Virtual Law Partners</a>, escrit&oacute;rio de advocacia virtual criado pelo advogado americano Craig Johnson. O VLP foi fundado por 8 s&oacute;cios e agora conta com mais de 45, sendo que pretendem fechar o ano com 60 advogados associados. Al&eacute;m do VLP, tamb&eacute;m s&atilde;o citados os<em>&nbsp;</em>casos<em>&nbsp;</em>de sucesso da&nbsp;<a href="http://www.fsblegal.com/">FBS Legal Counsel</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.rimonlaw.com/">Rimon Law Group</a>. No brasil, o <a href="http://www.advirtual.org">ADVirtual.org</a>&nbsp;me parece ser pioneiro.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os citados escrit&oacute;rios n&atilde;o possuem uma presen&ccedil;a f&iacute;sica propriamente dita, sendo que seus advogados e consultores operam diretamente de casa, reunindo-se atrav&eacute;s de v&iacute;deoconfer&ecirc;ncia e poupando assim milhares de d&oacute;lares em custos inerentes aos im&oacute;veis empresariais. Desta forma, n&atilde;o s&oacute; o escrit&oacute;rio aumenta sua margem de rentabilidade, como os clientes tamb&eacute;m recebem uma fatura mensal consideravelmente menor do que o usual.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quanto tempo ser&aacute; que o conceito de Law Firm 2.0 chega definitivamente ao Brasil?</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11960192.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Relator defende aprovação de projeto sobre crimes cibernéticos na Câmara</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Mon, 27 Jun 2011 18:14:19 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/6/27/relator-defende-aprovaco-de-projeto-sobre-crimes-cibernetico.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11930137</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fonte: G1</p>
<p style="text-align: justify;">Relator do projeto que pretende tipificar na legisla&ccedil;&atilde;o brasileira os crimes cibern&eacute;ticos, o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou nesta segunda (27) que a onda de&nbsp;<a href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/hackers-derrubam-sites-da-presidencia-e-do-governo-brasileiro.html">ataques de hackers a sites do governo</a>&nbsp;brasileiro deve levar a Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara a finalmente analisar a mat&eacute;ria na pr&oacute;xima quarta (29). Se for aprovado pela comiss&atilde;o, o texto de Azeredo ainda precisar&aacute; receber o aval do plen&aacute;rio da Casa.</p>
<p style="text-align: justify;">O deputado critica o governo que, na sua avalia&ccedil;&atilde;o, tem sido "omisso" ao tratar da quest&atilde;o dos crimes cibern&eacute;ticos. Para ele, a onda de ataques "refor&ccedil;a" a necessidade da aprova&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o. "Essa onda de ataques faz com que o governo tenha de discutir essa quest&atilde;o, mostra que tenho raz&atilde;o de ter defendido a aprova&ccedil;&atilde;o desse projeto, at&eacute; porque o governo tem sido omisso nessa quest&atilde;o", disse ele ao&nbsp;<strong>G1</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">&ldquo;O projeto estava pautado antes mesmo dessa onda de ataques, mas agora creio que votaremos. N&atilde;o &eacute; s&oacute; a lei que vai resolver o problema, mas sem lei &eacute; que n&atilde;o vamos ter mesmo uma solu&ccedil;&atilde;o para os crimes cibern&eacute;ticos&rdquo;, afirmou Azeredo.</p>
<p style="text-align: justify;">O relator do projeto diz ainda que n&atilde;o modificou o projeto, j&aacute; aprovado na C&acirc;mara, modificado no Senado e agora novamente debatido pelos deputados. Azeredo apenas suprimiu pontos pol&ecirc;micos da mat&eacute;ria que impediam a constru&ccedil;&atilde;o de um acordo para votar a proposta.</p>
<p style="text-align: justify;">&ldquo;Reterei do texto, por exemplo, o artigo que obrigava provedores de acesso a denunciarem &agrave;s autoridades policiais ind&iacute;cios de pr&aacute;ticas de crimes, porque alguns acreditavam que isso traria obriga&ccedil;&otilde;es aos provedores, embora eu defenda essa medida&rdquo;, relata Azeredo.</p>
<p style="text-align: justify;">Azeredo tamb&eacute;m retirou do texto termos como &ldquo;dispositivo de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;redes de computadores&rdquo;, e substituiu &ldquo;dados inform&aacute;ticos&rdquo; por &ldquo;dados eletr&ocirc;nicos&rdquo;. Segundo o deputado, a mudan&ccedil;a busca impedir a criminaliza&ccedil;&atilde;o de &ldquo;condutas banais&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda de acordo com o deputado tucano, o projeto sobre crimes cibern&eacute;ticos conta com o apoio do Minist&eacute;rio da Defesa que, segundo o relator, &ldquo;tem urg&ecirc;ncia&rdquo; na aprova&ccedil;&atilde;o. A proposta mant&eacute;m a obriga&ccedil;&atilde;o para que provedores armazenem, por tr&ecirc;s anos, &ldquo;os dados de endere&ccedil;amento eletr&ocirc;nico da origem, hora, data e a refer&ecirc;ncia GMT da conex&atilde;o&rdquo;, que podem ser solicitados por ordem judicial.</p>
<p style="text-align: justify;">Com exce&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as citadas, o projeto preserva o que foi aprovado em 2008 no substitutivo do pr&oacute;prio Azeredo quando no Senado, estabelecendo 10 tipos penais relacionados a crimes cometidos com o uso da internet.</p>
<p style="text-align: justify;">S&atilde;o eles: &ldquo;Acesso n&atilde;o autorizado a sistema informatizado; obten&ccedil;&atilde;o, transfer&ecirc;ncia ou fornecimento n&atilde;o autorizado de dado ou informa&ccedil;&atilde;o; divulga&ccedil;&atilde;o ou utiliza&ccedil;&atilde;o indevida de informa&ccedil;&otilde;es e dados pessoais; dano (a dado eletr&ocirc;nico alheio); inser&ccedil;&atilde;o ou difus&atilde;o de c&oacute;digo malicioso; estelionato eletr&ocirc;nico; atentado contra a seguran&ccedil;a de servi&ccedil;o de utilidade p&uacute;blica; interrup&ccedil;&atilde;o ou perturba&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o telegr&aacute;fico,telef&ocirc;nico, inform&aacute;tico, telem&aacute;tico ou sistema informatizado; falsifica&ccedil;&atilde;o de dado eletr&ocirc;nico ou documento p&uacute;blico; e falsifica&ccedil;&atilde;o de dado eletr&ocirc;nico ou documento particular.&rdquo;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ataques</strong><br />Uma onda de ataques a sites ligados ao governo federal come&ccedil;ou na quarta-feira (22) com a sobrecarga dos sites da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (presidencia.gov.br) e do Governo do Brasil (brasil.gov.br).</p>
<p style="text-align: justify;">O ataque, reivindicado pela filial brasileira do grupo hacker &ldquo;Lulz Security&rdquo;, gerou a&ccedil;&otilde;es semelhantes de outros grupos, inclusive alguns que n&atilde;o simpatizam com o Lulz Security.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11930137.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Tablets produzidos no Brasil passam a ter isenção de PIS/COFINS</title><category>Advocacia e Tecnologia</category><category>apple</category><category>cofins</category><category>foxconn</category><category>ipad</category><category>isenção</category><category>pis</category><category>tablet</category><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Mon, 23 May 2011 14:31:40 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/5/23/tablets-produzidos-no-brasil-passam-a-ter-isenco-de-piscofin.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11549942</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje foi publicado no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o a Medida Provis&oacute;ria 534, quem altera o artigo 28 da Lei n. 11.196 incluindo os Tablets. Com isso esse tipo de produto &ndash; quando produzido no Brasil &ndash; n&atilde;o ter&aacute; a incid&ecirc;ncia de PIS e Confins, ficando 9.25% mais barato.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o texto original, abaixo, para que o produto seja caracterizado como Tablet PC tem que ter tela sens&iacute;vel ao toque, 140cm2 m&iacute;nimo de tela e ser produzido no pa&iacute;s. Conforme j&aacute; comentamos, esse era o ponto pol&iacute;tico que faltava para que a Foxconn anunciar a produ&ccedil;&atilde;o dos tablets no Brasil. Ser&aacute; que agora vai?</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>MEDIDA PROVIS&Oacute;RIA N&ordm; 534, DE 20 DE MAIO DE 2011</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Altera o art. 28 da Lei n&ordm; 11.196, de 21 de novembro de 2005, para incluir no Programa de Inclus&atilde;o Digital Tablet PC produzido no Pa&iacute;s conforme processo produtivo b&aacute;sico estabelecido pelo Poder Executivo.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>A PRESIDENTA DA REP&Uacute;BLICA, no uso da atribui&ccedil;&atilde;o que lhe confere o art. 62 da Constitui&ccedil;&atilde;o, adota a seguinte Medida Provis&oacute;ria, com for&ccedil;a de lei:</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Art. 1&ordm; O art. 28 da Lei n&ordm; 11.196, de 21 de novembro de 2005, passa a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>&ldquo;Art. 28. &hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;..</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>VI &ndash; m&aacute;quinas autom&aacute;ticas de processamento de dados, port&aacute;teis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e sa&iacute;da de dados por meio de uma tela sens&iacute;vel ao toque de &aacute;rea superior a 140 cm2 (Tablet PC), classificadas na subposi&ccedil;&atilde;o 8471.41 da Tipi, produzidas no Pa&iacute;s conforme processo produtivo b&aacute;sico estabelecido pelo Poder Executivo.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>&sect; 4&ordm; Nas notas fiscais emitidas pelo produtor, pelo atacadista e pelo varejista relativas &agrave; venda dos produtos de que trata o inciso VI do caput, dever&aacute; constar a express&atilde;o &ldquo;Produto fabricado conforme processo produtivo b&aacute;sico&rdquo;, com a especifica&ccedil;&atilde;o do ato que aprova o processo produtivo b&aacute;sico respectivo.&rdquo; (NR)</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Art. 2&ordm; Esta Medida Provis&oacute;ria entra em vigor na data de sua publica&ccedil;&atilde;o.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Bras&iacute;lia, 20 de maio de 2011; 190o da Independ&ecirc;ncia e 123&ordm; da Rep&uacute;blica.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>DILMA ROUSSEFF</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Guido Mantega</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>Alessandro Golombiewski Teixeira</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>AloizioMercadante</em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11549942.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Local de hospedagem do site define competência para ação por calúnia em blog jornalístico</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 18:50:57 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/4/26/local-de-hospedagem-do-site-define-competencia-para-aco-por.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:11271649</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Terceira Se&ccedil;&atilde;o do Superior  Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) decidiu que a compet&ecirc;ncia para julgamento de  crimes cometidos em blogs jornal&iacute;sticos na internet &eacute; definida pelo  lugar de onde partiu o ato delituoso, ou seja, onde se encontra a sede  do provedor do site. Na falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o legal sobre crimes  virtuais no Brasil, os ministros fundamentaram a decis&atilde;o na  jurisprud&ecirc;ncia da Corte. O entendimento foi un&acirc;nime. <br /><br />O  presidente do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman,  apresentou queixa-crime contra o jornalista Juca Kfouri por publica&ccedil;&atilde;o  de carta, supostamente enviada por pessoa an&ocirc;nima, em seu blog  jornal&iacute;stico, com ofensas consideradas caluniosas. O conflito de  compet&ecirc;ncia foi suscitado pelo juiz da 34&ordf; Vara Criminal do Rio de  Janeiro, ao qual a queixa foi submetida, em face da 13&ordf; Vara Criminal de  S&atilde;o Paulo, onde vive o jornalista e onde se encontra a sede do provedor  do blog. <br /><br />O relator do caso no STJ, desembargador convocado  Celso Limongi, lembrou que o Supremo Tribunal Federal, ao declarar a  inconstitucionalidade da Lei de Imprensa, definiu que os processos  envolvendo atividades da imprensa deveriam ser submetidos &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o  comum. Por isso, segundo ele, no caso de crimes atribu&iacute;dos a blog  jornal&iacute;stico, deve ser considerado o C&oacute;digo de Processo Penal, cujo  artigo 70 estabelece que &ldquo;a compet&ecirc;ncia ser&aacute;, de regra, determinada pelo  lugar em que se consumar a infra&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <br /><br />Assim, o relator definiu  que &ldquo;o foro para processamento e julgamento da a&ccedil;&atilde;o sobre queixa-crime  por cal&uacute;nia em blog &eacute; o do lugar do ato delituoso, de onde partiu a  publica&ccedil;&atilde;o do texto&rdquo;. <br />Celso Limongi considerou decis&otilde;es anteriores  da Corte, segundo as quais &ldquo;a compet&ecirc;ncia para processar e julgar os  crimes praticados pela internet &eacute; do local de onde s&atilde;o enviadas as  mensagens discriminat&oacute;rias&rdquo;. <br /><br />De acordo com o relator, &ldquo;como o  Blog do Juca est&aacute; hospedado no provedor UOL, servidor sediado na cidade  de S&atilde;o Paulo, &eacute; do Ju&iacute;zo da 13&ordf; Vara Criminal de S&atilde;o Paulo a compet&ecirc;ncia  para atuar no feito em quest&atilde;o&rdquo;.</p>
<p>Fonte: STJ</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-11271649.xml</wfw:commentRss></item><item><title>STJ diz que toda informação em site da Justiça tem valor oficial</title><category>Advocacia e Tecnologia</category><category>stj</category><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 14:36:30 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2011/1/5/stj-diz-que-toda-informaco-em-site-da-justica-tem-valor-ofic.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:9938685</guid><description><![CDATA[<div class="conteudo_texto" style="text-align: justify;">A Terceira Turma do Superior Tribunal de  Justi&ccedil;a (STJ) decidiu que informa&ccedil;&otilde;es sobre andamento processual  divulgadas pela internet, nos sites do Poder Judici&aacute;rio, t&ecirc;m valor  oficial e podem ser tomadas como refer&ecirc;ncia para contagem de prazos  recursais. Eventuais diferen&ccedil;as entre informa&ccedil;&otilde;es dos sites e aquelas  constantes no processo, causadas por falha t&eacute;cnica ou erro dos  servidores, n&atilde;o devem gerar preju&iacute;zo &agrave;s partes &ndash; como, por exemplo, a  declara&ccedil;&atilde;o de intempestividade de um recurso. <br /><br />Essa decis&atilde;o inova  a jurisprud&ecirc;ncia do STJ, na qual a controv&eacute;rsia sobre uso de  informa&ccedil;&otilde;es dos sites judiciais vinha sendo resolvida de forma diversa.  Outras turmas julgadoras e at&eacute; a Corte Especial (EREsp 503.761, julgado  em 2005) fixaram a interpreta&ccedil;&atilde;o de que o andamento processual divulgado  pela internet tem efeito apenas informativo, sem car&aacute;ter oficial,  devendo prevalecer as informa&ccedil;&otilde;es constantes nos autos. <br /><br />A  pr&oacute;pria Terceira Turma pensava assim, mas mudou de posi&ccedil;&atilde;o ao julgar um  recurso especial do Rio Grande do Sul. O relator do recurso, ministro  Massami Uyeda, considerou que a tese dominante na jurisprud&ecirc;ncia &ldquo;perdeu  sua for&ccedil;a&rdquo; ap&oacute;s a edi&ccedil;&atilde;o da Lei n. 11.419/2006, que regulamentou o  processo eletr&ocirc;nico. Segundo ele, &ldquo;agora est&aacute; vigente a legisla&ccedil;&atilde;o  necess&aacute;ria para que todas as informa&ccedil;&otilde;es veiculadas pelo sistema sejam  consideradas oficiais&rdquo;. <br /><br />O recurso que provocou essa revis&atilde;o de  entendimento foi apresentado ao STJ por uma mulher que pretende ser  indenizada por uma empresa de &ocirc;nibus, em raz&atilde;o de acidente de tr&acirc;nsito. O  processo come&ccedil;ou na comarca de Gravata&iacute; (RS). Citada para se defender, a  empresa apresentou contesta&ccedil;&atilde;o, mas esta foi considerada intempestiva  (fora do prazo) pelo juiz. <br /><br />O prazo para contesta&ccedil;&atilde;o &eacute; contado a  partir da juntada do comprovante de cita&ccedil;&atilde;o ao processo. Nos autos,  existe certid&atilde;o atestando que essa juntada ocorreu em 9 de abril de  2008. O advogado da empresa, por&eacute;m, baseou-se no site da Justi&ccedil;a ga&uacute;cha,  segundo o qual a juntada teria ocorrido em 14 de abril. A contesta&ccedil;&atilde;o  foi protocolada no &uacute;ltimo dia v&aacute;lido (contando-se o prazo a partir do  dia 14), mas j&aacute; em atraso se considerada a data de 9 de abril. <br /><br /><strong>Presun&ccedil;&atilde;o  de confiabilidade <br /></strong><br />Para o juiz de primeira inst&acirc;ncia, o  advogado perdeu o prazo porque &ldquo;o que &eacute; relevante &eacute; a informa&ccedil;&atilde;o  constante nos autos&rdquo;. Inconformada, a empresa apelou ao Tribunal de  Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul (TJRS), que reformou a decis&atilde;o do juiz. A  autora da a&ccedil;&atilde;o interp&ocirc;s recurso para o STJ, insistindo na tese de que a  informa&ccedil;&atilde;o via internet n&atilde;o poderia prevalecer sobre a certid&atilde;o do  cart&oacute;rio. <br /><br />De acordo com o ministro Massami Uyeda, h&aacute; uma  &ldquo;presun&ccedil;&atilde;o de confiabilidade&rdquo; nos sites dos tribunais e, por se tratar  de banco de dados da pr&oacute;pria Justi&ccedil;a, &ldquo;as informa&ccedil;&otilde;es veiculadas  ostentam car&aacute;ter oficial e n&atilde;o meramente informativo&rdquo;. Segundo ele, &ldquo;n&atilde;o  pode a parte de boa-f&eacute; ser prejudicada por eventuais informa&ccedil;&otilde;es  processuais err&ocirc;neas implantadas na pr&oacute;pria p&aacute;gina do Tribunal de  Justi&ccedil;a&rdquo;. <br /><br />Em seu voto, seguido de forma un&acirc;nime pela Terceira  Turma, o relator afirmou que o uso da tecnologia pela Justi&ccedil;a deve ser  prestigiado e a ocorr&ecirc;ncia de problemas t&eacute;cnicos ou erros que causem  preju&iacute;zo a alguma das partes poder&aacute; configurar a justa causa prevista no  artigo 183 do C&oacute;digo de Processo Civil. A justa causa, devidamente  demonstrada, autoriza o juiz a reabrir prazos para a pr&aacute;tica de atos  processuais. <br /><br />&ldquo;O que n&atilde;o se pode perder de vista &eacute; a atual  conjuntura legislativa e jurisprudencial no sentido de, cada vez mais,  se prestigiar a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos  tecnol&oacute;gicos em favor da melhor presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional&rdquo;, declarou o  ministro. <br /><br /><strong>Contrassenso</strong><br /><br />Ele destacou que o  uso da internet representa economia de recursos p&uacute;blicos, prote&ccedil;&atilde;o do  meio ambiente a mais rapidez para o processo. &ldquo;Exigir-se que o advogado,  para obter informa&ccedil;&otilde;es acerca do tr&acirc;mite processual, tenha que se  dirigir ao cart&oacute;rio ou tribunal seria verdadeiro contrassenso sob a  &oacute;tica da Lei n. 11.419&rdquo;, disse o ministro. <br /><br />Ao criar regras para a  virtualiza&ccedil;&atilde;o dos processos judiciais, a lei de 2006 tamb&eacute;m autorizou a  publica&ccedil;&atilde;o dos atos processuais em Di&aacute;rios da Justi&ccedil;a eletr&ocirc;nicos, com  validade &ldquo;para quaisquer efeitos legais, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos casos que, por  lei, exigem intima&ccedil;&atilde;o ou vista pessoal&rdquo;. <br /><br />Al&eacute;m do di&aacute;rio  eletr&ocirc;nico, &eacute; comum os tribunais divulgarem pela internet o andamento  dos processos, para que advogados e outros interessados possam  acompanhar a a&ccedil;&atilde;o passo a passo. Para o ministro Massami Uyeda, a  interpreta&ccedil;&atilde;o de que tais informa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m t&ecirc;m valor oficial &eacute;  coerente com a Lei n. 11.419. <br /><br />&ldquo;Se o que se exigia para dar  car&aacute;ter fidedigno &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es processuais veiculadas pela internet,  por meio das p&aacute;ginas eletr&ocirc;nicas dos tribunais, era lei que regulasse a  mat&eacute;ria, agora, com o advento da Lei n. 11.419, tal exig&ecirc;ncia perde  sentido. Afinal, se os instrumentos tecnol&oacute;gicos est&atilde;o dispon&iacute;veis,  devidamente regulados, que nos utilizemos deles&rdquo;, declarou o ministro. <br /><br />As  decis&otilde;es que negavam car&aacute;ter oficial &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es dos sites foram  tomadas, na maioria, antes da promulga&ccedil;&atilde;o da Lei n. 11.419, mas a  Terceira Turma chegou a julgar um caso depois disso, em 2009 (Ag  1.047.351), na mesma linha que vinha sendo adotada at&eacute; ent&atilde;o.</div>
<div class="conteudo_texto" style="text-align: justify;"></div>
<div class="conteudo_texto" style="text-align: justify;">Fonte: STJ</div>
<p style="text-align: justify;">﻿</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-9938685.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Uso de Precatórios, Debêntures e Obrigações ao Portador (Eletrobrás) para a Garantia de Execuções, Compensação e Quitação Tributária</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Fri, 19 Nov 2010 17:56:17 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2010/11/19/uso-de-precatorios-debentures-e-obrigaces-ao-portador-eletro.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:9522106</guid><description><![CDATA[<p>Artigo publicado no informativo Migalhas.</p>
<p>Tenha acesso clicando <a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI121537,11049-Uso+de+Precatorios++Debentures+e+Obrigacoes+ao+Portador+%28Eletrobras%29">aqui</a>.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.tgcouto.com/advtecno/rss-comments-entry-9522106.xml</wfw:commentRss></item><item><title>Entrevista: Privacidade na Rede: Questões de Segurança e Direito</title><dc:creator>Thiago Graça Couto</dc:creator><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 15:22:00 +0000</pubDate><link>http://www.tgcouto.com/advtecno/2010/10/15/entrevista-privacidade-na-rede-questes-de-seguranca-e-direit.html</link><guid isPermaLink="false">403603:4403883:9242219</guid><description><![CDATA[<p>Divulgo abaixo na &iacute;ntegra, a mat&eacute;ria<em> Privacidade na Rede: quest&otilde;es de seguran&ccedil;a e direito, </em>divulgada pela<em> </em>Organizaci&oacute;n  de Estados Iberoamericanos para la Educaci&oacute;n, la Ciencia y la Cultura &ndash; OEI e pela revista ComCi&ecirc;ncia do Laborat&oacute;rio de  Jornalismo da Unicamp. Fui entrevistado especificamente sobre quest&otilde;es de privacidade  envolvendo as redes sociais.</p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="text-align: justify;">
<td>
<h1>Privacidade na rede: quest&otilde;es de   seguran&ccedil;a e de direito</h1>
</td>
</tr>
<tr>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td height="10"><br /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Nos dias atuais, as    redes sociais fazem parte da vida de uma grande parcela da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. Seja para manter contato com os amigos, estabelecer uma  rede   de pessoas com os mesmos interesses ou at&eacute; mesmo contatos    profissionais, muitos recorrem a uma ou mais dentre as v&aacute;rias redes    sociais dispon&iacute;veis. Assim, n&atilde;o &eacute; de se espantar que as quest&otilde;es    relacionadas &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; privacidade na internet, principalmente nos    sites de relacionamentos, sejam discutidas de forma cada vez mais    frequente.</h3>
<p><strong><img src="http://www.oei.es/divulgacioncientifica/j/redessociales.gif" alt="" width="266" height="189" align="right" /></strong>Alessandra   Pancetti Se  antes ningu&eacute;m se questionava ao colocar na internet seus   gostos,  prefer&ecirc;ncias e dados pessoais, inclusive informa&ccedil;&otilde;es como   endere&ccedil;o,  telefone e n&uacute;meros de documentos, hoje esse comportamento &eacute;    considerado arriscado. As pessoas est&atilde;o come&ccedil;ando a perceber que, ao    disponibilizar suas informa&ccedil;&otilde;es na web, inadvertidamente estas podem    acabar sendo acessadas por outros, e n&atilde;o apenas por aqueles a quem se    destinavam, e usadas indevidamente.</p>
<p>Do ponto de vista legal, no Brasil  ainda n&atilde;o existe legisla&ccedil;&atilde;o   espec&iacute;fica para a prote&ccedil;&atilde;o de dados na  internet. Existe, por outro lado,   duas iniciativas para mudar isso.  Segundo o advogado e professor da   Faculdade de Direito do Centro  Universit&aacute;rio Fluminense (Uniflu) de   Campos dos Goytacazes (RJ),  Danilo C&eacute;sar Meganhoto Doneda, a primeira   iniciativa de criar um marco  regulat&oacute;rio, a Lei <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&amp;edicao=20&amp;id=215&amp;tipo=0">Azeredo</a>,  como ficou   conhecida a proposta do senador mineiro Eduardo Azeredo,  do PSDB, &eacute;   voltada mais &agrave; seguran&ccedil;a de navega&ccedil;&atilde;o na internet e n&atilde;o &agrave;  prote&ccedil;&atilde;o de   dados do usu&aacute;rio em si. Ou seja, a lei trata de alguns  aspectos   espec&iacute;ficos da web, como, por exemplo, a reten&ccedil;&atilde;o de dados de  conex&atilde;o, e   visa, principalmente, o rastreamento para investiga&ccedil;&atilde;o de  crimes   praticados nesse meio. A segunda iniciativa &eacute; um projeto de lei  sobre a   prote&ccedil;&atilde;o de dados, que o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a est&aacute;  preparando. Este   dispositivo pretende estabelecer regras e princ&iacute;pios  para o tratamento   de dados pessoais em qualquer situa&ccedil;&atilde;o: seja pelo  governo, seja por   empresas, seja nas redes sociais. &ldquo;&Eacute; uma lei que  pretende dar garantias   ao cidad&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a seus dados em qualquer  circunst&acirc;ncia, em   qualquer ocasi&atilde;o que eles sejam tratados&rdquo;, explica  Doneda. O projeto de   lei para prote&ccedil;&atilde;o dos dados dos usu&aacute;rios est&aacute;  pronto e deve ir para   consulta p&uacute;blica em setembro, antes de ser  encaminhado ao Congresso   Nacional. Seu conte&uacute;do foi recentemente  discutido no semin&aacute;rio   internacional &ldquo;Desafios e perspectivas para a  prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais   no Brasil&rdquo;, realizado nos dias 11 e 12 de  agosto, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s duas propostas de  lei, Doneda refor&ccedil;a que, muito   embora a seguran&ccedil;a contra crimes  cibern&eacute;ticos seja um ponto fundamental,   ela &eacute; apenas uma das faces da  quest&atilde;o &ndash; a mais vis&iacute;vel. Mas a discuss&atilde;o   &eacute; bem mais abrangente, pois  envolve dar direito ao cidad&atilde;o de controlar   sua pr&oacute;pria informa&ccedil;&atilde;o.  &ldquo;Voc&ecirc; tem a prote&ccedil;&atilde;o de dados em si, que n&atilde;o &eacute;   somente uma quest&atilde;o  t&eacute;cnica de seguran&ccedil;a, &eacute; uma quest&atilde;o de determinar   quais s&atilde;o os  direitos dos cidad&atilde;os que fornecem os dados, quais s&atilde;o os   deveres de  quem armazena os dados, uma quest&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o de dados que   vai al&eacute;m  da seguran&ccedil;a&rdquo;, diz.</p>
<p>Se a privacidade dos cidad&atilde;os &eacute;  importante &ndash; assim como sua   seguran&ccedil;a &ndash;, &eacute; dif&iacute;cil conceber como a lei  de prote&ccedil;&atilde;o de dados s&oacute;   esteja sendo discutida atualmente. Segundo o  professor na Uniflu, v&aacute;rios   pa&iacute;ses no mundo j&aacute; t&ecirc;m leis de prote&ccedil;&atilde;o de  dados consolidadas, como   alguns membros da Uni&atilde;o Europeia, o Canad&aacute; e  a Austr&aacute;lia. &ldquo;O Brasil est&aacute;   numa situa&ccedil;&atilde;o bastante defasada. A  Argentina e o Uruguai, nossos   vizinhos, t&ecirc;m regras j&aacute; bastante fortes a  respeito, e o Brasil est&aacute;   correndo atr&aacute;s&rdquo;, diz. Essa defasagem, para  Doneda, tem v&aacute;rias causas. O   fato de a prote&ccedil;&atilde;o de dados ter sido  vista, por muito tempo, como uma   quest&atilde;o apenas de seguran&ccedil;a, e n&atilde;o de  direito, &eacute; uma delas. Outra causa,   seria um deslumbramento da  popula&ccedil;&atilde;o, acima do esperado, com a   possibilidade de compartilhar  informa&ccedil;&otilde;es nas redes sociais. &ldquo;Eu acho   que a matura&ccedil;&atilde;o da discuss&atilde;o  na sociedade brasileira foi um pouco mais   lenta&rdquo;, diz.</p>
<p>Por outro lado, n&atilde;o s&atilde;o apenas as  quest&otilde;es de direitos que   impulsionaram o projeto de lei de prote&ccedil;&atilde;o de  dados. Do ponto de vista   econ&ocirc;mico, a falta de uma legisla&ccedil;&atilde;o  espec&iacute;fica bloqueia as exporta&ccedil;&otilde;es   de qualquer servi&ccedil;o ou produto  brasileiro que impliquem na transmiss&atilde;o   de dados pessoais. &ldquo;Outros  pa&iacute;ses n&atilde;o podem transmitir dados dos seus   cidad&atilde;os para o Brasil se o  Brasil n&atilde;o tiver uma lei forte a respeito&rdquo;,   explica Doneda. Ele  acredita que o fato de o Brasil ter um mercado   interno muito grande  tamb&eacute;m retardou essa discuss&atilde;o na &aacute;rea comercial.   Entretanto, hoje em  dia, a pr&oacute;pria ind&uacute;stria brasileira est&aacute; verificando   que perde  oportunidades. &ldquo;Regras de prote&ccedil;&atilde;o de dados fazem com que o   consumidor  tenha mais confian&ccedil;a no pr&oacute;prio mercado&rdquo;, completa.</p>
<p><strong>O compartilhamento   nas redes  sociais</strong></p>
<p>Que a prote&ccedil;&atilde;o de dados &eacute;  importante, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas. Mas,   quando o assunto s&atilde;o redes sociais, a  primeira coisa que imaginamos &eacute; um   espa&ccedil;o virtual de compartilhamento  de informa&ccedil;&otilde;es. Afinal, &eacute; dif&iacute;cil   pensar em uma participa&ccedil;&atilde;o nessas  redes onde n&atilde;o ocorra uma troca de   ideias ou pensamentos. N&atilde;o &eacute; para  isso que elas existem? Segundo o   advogado <strong>Thiago Gra&ccedil;a Couto</strong>,  especialista em direito processual civil, a   participa&ccedil;&atilde;o em redes  sociais, por si s&oacute;, j&aacute; prev&ecirc; alguma perda de   privacidade pessoal. Para  ele, o n&iacute;vel dessa perda depender&aacute; do montante   de informa&ccedil;&otilde;es que o  usu&aacute;rio decidir compartilhar e armazenar nas   redes.</p>
<p>Entretanto, <strong>Couto</strong> ressalta que o  problema maior &eacute; o fato de os   usu&aacute;rios n&atilde;o possu&iacute;rem controle total  das suas informa&ccedil;&otilde;es depois de   elas terem sido adicionadas, j&aacute; que as  redes sociais mais utilizadas   possuem sistemas de configura&ccedil;&atilde;o de  privacidade muito intrincados. Outro   grande problema que ele aponta &eacute; o  fato de que essas redes podem ter   seus sistemas alterados  corriqueiramente e, quando isso ocorre, como   padr&atilde;o, elas costumam  incluir os usu&aacute;rios nos mais altos n&iacute;veis de   compartilhamento. Um  exemplo recente disso foi a cria&ccedil;&atilde;o de um arquivo   de um pouco mais de  2,5 Gigabites contendo os dados &ndash; como nome, e-mail e   telefone &ndash; de  aproximadamente <a href="http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/dados-de-100-milhoes-de-usuarios-do-facebook-foram-capturados/13093">100  milh&otilde;es de   usu&aacute;rios</a> do site de relacionamentos Facebook. O  criador, Ron Bowes, um   consultor de seguran&ccedil;a online, usou um programa  de rastreamento de dados   no perfil dos usu&aacute;rios que optaram por n&atilde;o  alterar suas configura&ccedil;&otilde;es   de privacidade.</p>
<p>Para Doneda, da Uniflu, o  compromisso com a prote&ccedil;&atilde;o de dados   pelas redes sociais n&atilde;o vai al&eacute;m  daquilo que diz sua pr&oacute;pria pol&iacute;tica de   privacidade. &ldquo;As redes sociais  geralmente fazem o que querem, porque   essa pol&iacute;tica de privacidade,  inclusive, muda, quando a rede publica uma   nova pol&iacute;tica&rdquo;, destaca.  Segundo ele, n&atilde;o existe nenhum tipo de   obriga&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a  pol&iacute;ticas de privacidade anteriores, as quais as   redes podem mudar  desde que avisem aos seus usu&aacute;rios sobre essa mudan&ccedil;a.   Os usu&aacute;rios  devem estar sempre atentos para esse tipo de altera&ccedil;&atilde;o se   quiserem  proteger os seus dados.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s maiores inseguran&ccedil;as  que o usu&aacute;rio enfrenta, hoje   em dia, na tentativa de proteger a sua  privacidade na web, Doneda cita   dois cen&aacute;rios. O primeiro, em que as  pessoas fornecem informa&ccedil;&otilde;es   pessoais a uma empresa id&ocirc;nea, com uma  boa pol&iacute;tica de privacidade &ndash; mas   que, eventualmente, muda de dire&ccedil;&atilde;o,  o que resulta em altera&ccedil;&atilde;o na   pol&iacute;tica de privacidade, deixando o  usu&aacute;rio sem ter como reclamar. Em   outro caso, pessoas fornecem seus  dados a uma empresa em que confiam e   que, futuramente, acaba sendo  comprada por outra empresa, desconhecida   ou de reputa&ccedil;&atilde;o duvidosa &ndash;  inclusive com a inten&ccedil;&atilde;o de utilizar esses   dados &ndash; sem nenhum  compromisso com o usu&aacute;rio. Assim, o professor da   Uniflu reitera a  import&acirc;ncia de uma lei que garanta ao usu&aacute;rio o   controle sobre suas  informa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Isso &eacute; uma quest&atilde;o que nem &eacute; t&atilde;o   jur&iacute;dica quanto l&oacute;gica.  Voc&ecirc; n&atilde;o pode depender de acordos entre privados   para ter uma  garantia forte sobre seus dados, por isso a necessidade da   lei&rdquo;,  defende.</p>
<p><strong>O valor da informa&ccedil;&atilde;o </strong></p>
<p>As quest&otilde;es envolvendo  compartilhamento inadvertido de   informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o suscitando  d&uacute;vidas apenas nos usu&aacute;rios brasileiros   e n&atilde;o s&atilde;o exclusivas de redes  sociais. Recentemente, o jornal americano   The Wall Street Journal  publicou uma <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703977004575393121635952084.html?KEYWORDS=internet+monitoring">s&eacute;rie    de artigos </a>a respeito do monitoramento dos usu&aacute;rios pelos 50    websites mais visitados dos Estados Unidos. Segundo o jornal, os sites    visitados instalaram, no total, 3.180 dispositivos de rastreamento &ndash; os    chamados cookies. &Eacute; atrav&eacute;s dos cookies &ndash; arquivos   tempor&aacute;rios  armazenados na mem&oacute;ria do computador quando o usu&aacute;rio visita    determinadas p&aacute;ginas da web &ndash; que companhias especializadas monitoram    quais os websites os usu&aacute;rios visitam e, algumas vezes, at&eacute; mesmo o que    eles digitam. Atrav&eacute;s dessas informa&ccedil;&otilde;es, essas empresas tra&ccedil;am perfis    dos usu&aacute;rios baseados em seus interesses pessoais, que s&atilde;o ent&atilde;o    vendidos para fins de propaganda direcionada. As empresas garantem que    esses perfis n&atilde;o cont&ecirc;m os nomes dos indiv&iacute;duos monitorados &ndash; divididos    por classes, como, por exemplo, idade, sexo, onde moram. Essas    atividades, segundo o jornal, est&atilde;o gerando uma grande corrida    competitiva na &aacute;rea de obten&ccedil;&atilde;o de dados pessoais no meio digital, e    apontam para uma tend&ecirc;ncia que deve crescer ainda mais nos pr&oacute;ximos anos    &ndash; assim como indicam que podemos esperar programas cada vez mais    sofisticados e agressivos de monitoramento.</p>
<p>Em <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703940904575395073512989404.html">entrevista</a> para o Wall Street Journal, Martin Sorrell, CEO da WPP, uma   grande  ag&ecirc;ncia brit&acirc;nica da &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o, revelou que o   monitoramento  dos usu&aacute;rios para a produ&ccedil;&atilde;o de perfis &eacute; para onde o   mercado de  propaganda se volta hoje, o que representa investimento   futuro na  &aacute;rea. Ele acredita que os websites que rastreiam cookies   deveriam  informar adequadamente as pessoas sobre quais informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    capturadas e as formas como elas s&atilde;o obtidas &ndash; al&eacute;m de oferecerem a    possibilidade de n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o nessa rede de publicidade    personalizada. Entretanto, para ele, a atividade de monitoramento em si    n&atilde;o &eacute; problem&aacute;tica. Pelo contr&aacute;rio, o CEO da WPP alega que a  propaganda   direcionada beneficia quem tenta vender e quem procura  produtos   espec&iacute;ficos &ndash; que s&atilde;o pr&eacute;-determinados atrav&eacute;s desse perfil e  dispostos   conforme o usu&aacute;rio carrega seu navegador numa p&aacute;gina que  suporte   an&uacute;ncios.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s redes sociais,  Sorrell garante que esse meio &eacute;   extremamente potente para a  propaganda, por conta das recomenda&ccedil;&otilde;es &ndash; a   respeito de algum filme,  m&uacute;sica, livro etc &ndash; que as pessoas   eventualmente fazem umas &agrave;s outras.  Ou seja, a propaganda boca-a-boca &eacute;   muito mais efetiva do que a paga.  Entretanto, todo esse potencial das   redes sociais ainda permanece  inexplorado pela ind&uacute;stria da propaganda.   Para serem efetivas, as  recomenda&ccedil;&otilde;es devem ser feitas de maneira   espont&acirc;nea. Por isso, os  profissionais da &aacute;rea ainda precisam pensar   quais as estrat&eacute;gias &ndash;  sutis &ndash; poderiam ser utilizadas nas redes sociais   para &ldquo;extrair&rdquo;  recomenda&ccedil;&otilde;es dos usu&aacute;rios, segundo Sorrell.</p>
<p>Por seu lado, Doneda, da Uniflu,  argumenta que,   independentemente da publicidade dirigida, a aquisi&ccedil;&atilde;o e  compila&ccedil;&atilde;o   sistem&aacute;tica de dados dos usu&aacute;rios na web traz um  questionamento ainda   mais importante, embora dif&iacute;cil de ser  respondido: uma vez obtidos, os   usu&aacute;rios n&atilde;o t&ecirc;m como saber o que as  empresas v&atilde;o realmente fazer com   seus dados. Como exemplo, ele cita  uma declara&ccedil;&atilde;o recente do CEO da   Google, Eric Schimidt, dizendo que,  em sua vis&atilde;o, o futuro da Google n&atilde;o   &eacute; pesquisa, mas sim customiza&ccedil;&atilde;o  do conte&uacute;do. &ldquo;O Google pretende usar   toda essa informa&ccedil;&atilde;o que est&aacute;  recolhendo sobre a gente h&aacute; anos para   definir nosso perfil e, a partir  da&iacute;, tentar vender produtos, tentar   customizar a nossa vida de uma  forma que a gente n&atilde;o sabe muito bem   ainda qual &eacute;&rdquo;, afirma.</p>
<p><strong>Cyberbulling e o avan&ccedil;o    tecnol&oacute;gico</strong></p>
<p>N&atilde;o s&atilde;o apenas as companhias e as  novas ondas do mercado   publicit&aacute;rio que podem acabar ferindo os  direitos individuais. O cyberbulling   &ndash; ou seja, a persegui&ccedil;&atilde;o ou  humilha&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica a algu&eacute;m atrav&eacute;s da   internet &ndash; tamb&eacute;m pode  atingir qualquer um. Principalmente porque a   internet, muitas vezes,  garante anonimato aos ofensores. Em rela&ccedil;&atilde;o aos   jovens e adolescentes,  o advogado Thiago Gra&ccedil;a Couto julga que pais e   escolas, em sua grande  maioria, n&atilde;o est&atilde;o preparados para lidar com o   problema e acabam  optando pela proibi&ccedil;&atilde;o do uso dessas ferramentas por   filhos e alunos.  Ele tamb&eacute;m afirma que, no geral, quando o cyberbulling   ocorre nas  redes sociais, as empresas mantenedoras geralmente s&atilde;o muito   lentas,  seja na retirada do material ofensivo do ar, seja no banimento   ou  suspens&atilde;o do usu&aacute;rio respons&aacute;vel. &ldquo;Tal lentid&atilde;o n&atilde;o pode ser    justificada na gratuidade do servi&ccedil;o, j&aacute; que a lucratividade auferida    com as redes sociais &eacute; enorme, ainda que realizada de forma indireta&rdquo;,    replica.</p>
<p>Para Couto, o bullying e sua forma  virtual sempre   existiram e continuar&atilde;o a existir; n&atilde;o obstante, &eacute;  poss&iacute;vel control&aacute;-lo.   Ele orienta que, quando vitimado pelo  cyberbullying, o usu&aacute;rio   deve comunicar o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel a  empresa mantenedora da rede   social acerca da agress&atilde;o, informando  detalhadamente o ocorrido, e   disponibilizar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de  documentos virtuais que   comprovem a ocorr&ecirc;ncia da pr&aacute;tica. &ldquo;No caso  de leni&ecirc;ncia da rede social,   o usu&aacute;rio n&atilde;o deve furtar-se em buscar a  defesa de seus direitos no   poder judici&aacute;rio, considerando que grande  parte das redes sociais   estrangeiras e suas mantenedoras possuem  escrit&oacute;rios de representa&ccedil;&atilde;o no   Brasil&rdquo;, aconselha.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos novos servi&ccedil;os  oferecidos pelas redes sociais &ndash;   muitos dos quais integram os usu&aacute;rios  automaticamente &ndash;, Couto reafirma a   necessidade de vigil&acirc;ncia dos  usu&aacute;rios. Recentemente, o Facebook   anunciou uma nova ferramenta,  chamada Places, que permitir&aacute;   identificar de onde o usu&aacute;rio postou sua  mensagem. Embora tenha   levantado uma s&eacute;rie de quest&otilde;es, uma vez que a  localiza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma   informa&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel, que pode revelar muito sobre o  dia-a-dia das   pessoas, como os lugares que elas costumeiramente  frequentam, n&atilde;o h&aacute;   d&uacute;vidas de que muitas pessoas v&atilde;o utilizar o  Places.</p>
<p>Para Couto, o uso de m&iacute;dias  locativas &eacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o   tecnol&oacute;gica natural, podendo, potencialmente,  render benef&iacute;cios &agrave;   coletividade. Entretanto, ele destaca a  import&acirc;ncia de discernimento   pelo usu&aacute;rio. &ldquo;Pais e familiares dever&atilde;o  estar sempre atentos quanto ao   uso desses aplicativos de localiza&ccedil;&atilde;o  por menores de idade, de forma a   n&atilde;o permitir que a localiza&ccedil;&atilde;o de  crian&ccedil;as e adolescentes seja   monitorada em tempo real por  desconhecidos&rdquo;, ressalta.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="http://www.oei.es/divulgacioncientifica/reportajes127.htm" target="_blank">http://www.oei.es/divulgacioncientifica/reportajes127.htm</a></p>
<p><a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=59&amp;id=742" target="_blank">http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=59&amp;id=742</a></p>
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